Mandalas poéticas

Calane da Silva
Mandalas Poéticas
Junho / 2008

Diz-se que as Mandalas são instrumentos de meditação e relaxamento desenvolvidas há milénios pelos monges tibetanos, e que trazem consigo a finalidade de conduzir ao crescimento espiritual e ao autoconhecimento. São guias imaginários e provisórios da alma; orientam-nos na nossa prática meditativa e transmitem o equilíbrio com que se distribui a essência divina.

As mandalas são imagens circulares usadas para expressar, por meio de desenhos, a experiência humana de contacto com a Energia Divina. Nelas estão expressas as relações entre o homem e o cosmos, entre a busca material e a energia espiritual.

Instintivamente vou conhecendo, pela vida outras formas de “ciências alternativas”, que me dão a possibilidade de ir buscar dentro delas e com elas a minha “luz” interior, o equilíbrio que me falta no meu dia-a-dia, para conseguir entender e explicar o que é mais do que a matéria, o que me “habita a alma”. Mas, inexplicavelmente a busca é difícil, complexa. É como sabermos que todos os dias temos que nos manter vivos, sem saber muito bem o que é isso, que a vida tem o seu próprio relógio o seu próprio tempo, e nós nem o conhecemos. Penso que a alma também é assim, dando-nos uma aprendizagem certa que receberemos na hora certa.

Penso que tornar-me num ser humano mais completo, passa, primeiramente, pela minha própria compreensão do meu corpo, do meu espírito, da minha alma. Sendo assim, vou tentando fazer essas buscas, não só materiais para um conforto corporal, comida, sono, vestimentas, mas também vou tentando fazê-las para o meu espírito e a minha alma.

Construo aqui as minhas “mandalas poéticas” que poderão levar-me ao meu crescimento espiritual ou, quem sabe, ao meu autoconhecimento, na busca da minha experiência humana e espiritual, pois a vida simplesmente transcende-me.

Sou amor,
sou paz,
sou poesia,
sou luz,
sou divina,
sou vida

Sónia Sultuane

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