Sobre a Autora

Circle PhotoSónia Sultuane foi homenageada no Congresso da Afrolic 2019, pela divulgação da sua obra no Brasil. Agraciada com o Prémio Femina 2017 – Mérito nas Letras: Literatura – Poesia em Portugal. O Prémio Femina é destinado às notáveis mulheres portuguesas e da Lusofonia, oriundas de Portugal, dos países de expressão portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário pelo mundo, pelo conhecimento e pelo seu relacionamento com outras culturas. Foi também distinguida pelo seu talento artístico  como “Escritora do ano de 2014”, pelo seu papel social na valorização das mulheres, no Festival Internacional de Poesia “Mujeres Poetas Internacional”, organizado pelo Círculo dos Escritores Moçambicanos na Diáspora.

É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos, do Núcleo de Arte, do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique, da Associação de Fotografia de Moçambique, da Comissão de Honra da Fundação Fernando Leite Couto e membro honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. É Embaixadora do MIL (Movimento Internacional Lusófono – Moçambique) na cidade de Maputo, e Representante honorária do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora em Maputo.

Sónia Abdul Jabar Sultuane nasceu em Maputo a 4 de Março de 1971.

Estreou-se nas artes plásticas em 2005, tendo participado na exposição colectiva “Hora O” com o trabalho “De Dentro Para Fora”. 

Em 2009 apresentou no Instituto Camões, em Maputo e na Beira, a sua 1ª individual, intitulada “Palavras que Andam”. Em Fevereiro de 2013, abre o ano do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, apresentando a sua 2ª exposição individual “Códigos de Gaudi”, a sua 3ª Exposição individual  e a sua 1ª Exposição Internacional que teve lugar em Macau, com o título “O Oculto”, e em 2021 fez a sua 4ª Exposição individual com o título “O lugar das ilhas” em Maputo.

Entre muitas exposições coletivas  que participou  dentro e fora do país destacam-se, a Bienal da TDM, (Espaços hoje: desafios e limites) no Museu Nacional de Arte-Maputo, a exposição colectiva (Artisti Friendship 2008 Del Club D’Ars) em Milão-Itália,  a  colectiva (A cerâmica contemporânea) com o trabalho (5º Elemento), Museu Nacional de Arte em Maputo, a exposição colectiva com o nome de (Muvart – Nuova Africa) em Piacenza-Itália, participou no Palácio da Ajuda em Lisboa na Exposição de Arte e Artistas de Moçambique,  na colectiva Internacional “Poemas da Língua Portuguesa na tela”, com o trabalho (Língua Portuguesa), no Centro Cultural Brasil-Moçambique, participou ainda na V Bienal de culturas Lusófonas em Lisboa. Com Jorge Dias fez a exposição colectiva intitulada (Pancho: Outras Formas e Olhares) em Moçambique, e em 2021 participa da Exposição (Percursos Ousados) com o trabalho Cidades Futuristas, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. 

Em 2011 assumiu o papel de curadora na exposição “Mulheres – Descortinando”, organizada pela Galeria Kulungwana. Em Março de 2008, foi uma das artistas convidadas e um dos membros da organização do workshop internacional organizado pelo MINED e pelo Triangle  (Muyehlekete – O Pensador) em Maputo.

Artista multifacetada: poeta, escritora, artista plástica e curadora. Tem colaborado noutras disciplinas artísticas como a música, a dança, a moda e a fotografia. Trabalha como gestora de Comunicação e Imagem numa firma de Advogados e mantém colaboração dispersa na imprensa. A obra de Sónia Sultuane faz parte das antologias Universal Lusófona Rio dos Bons Sinais, Zalala, Antologia dos Silêncios que Cantamos, poesia moçambicana e ainda nas antologias Poesia Sempre e Nunca Mais é Sábado.

Como poeta, conta com cinco obras publicadas, Sonhos (2001), Imaginar o Poetizado (2006),  No Colo da Lua (2009), Roda das encarnações (2016) e O lugar das Ilhas (2021). Tem ainda dois contos infanto-juvenis,  A Lua de N´weti (2014) e Celeste, a boneca com olhos cor de esperança (2017).

Criou o projecto artístico (Walking Words) desde 2008 – inserido já em várias disciplinas artísticas. Em 2021 foi lançado através da plataforma da Amazon o livro sobre esse projecto. 

Sónia Sultuane vive e trabalha em Maputo.

*Foto da autora por Paulo Alexandre