Ana Mafalda Leite

PARÁGRAFOS SOBRE A POESIA MOÇAMBICANA CONTEMPORÂNEA – SONHO E VIOLÊNCIA, VIAGEM E LOUCURA, CONFISSÃO E MEMÓRIA

Ana Mafalda Leite – Universidade de Lisboa

RESUMO
O artigo caracteriza algumas das tendências da poesia moçambicana publicada no século XXI, e os tópicos desenvolvidos pelos poetas.

pdf-symbol Parágrafos sobre a poesia moçambicana contemporânea – sonho e violência, viagem e loucura, confissão e memória

VIA ATLÂNTICA Nº 16 DEZ/2009 | A ENUNCIAÇÃO DO SUJEITO FEMININO: ESCRITA DO SONHO E DO CORPO NA POESIA DE SÓNIA SULTUANE

RESUMO
Tem a poesia esse dom de fingir todas as verdades, todas as emoções, de se querer do sonho a presença, a totalidade e perfeição. No primeiro livro de poemas de Sónia Sultuane, Sonhos, a poeta percorre o espaço que vai de si própria para uma outra em que se procura e desafia, “como queria ser a outra dos meus sonhos” (S, p.47), feminino sujeito que se quer intenso e pleno no seu sensitivo imaginário, por entre as pausas de um cadenciado ritmo de escrita.

pdf-symbol A enunciação do sujeito feminino: escrita do sonho e do corpo na poesia de Sónia Sultuane

A VOZ FEMININA DO POEMA

Ana Mafalda Leite

RESUMO
A leitura/escuta desta colectânea de poemas de Sónia Sultuane lembra-nos a essência do lirismo, canto, música e interioridade emocional. Como fragmentos confessionais amorosos, estes textos suspendem-se na intemporalidade – o amor está em todos os tempos e vive sempre no presente- por isso a recordação é sempre um acto de presentificação dos sentidos, e a ausência dela, morte e deformação: “Quando um dia já só te recorde e já não te sinta,/quando recorde só os teus olhos, não o teu olhar,/a tua sombra, não o teu corpo,/os teus beijos, não o teu gosto,/os teus ecos, não as tuas palavras,/quando todos os sentidos estiverem mortos”.

pdf-symbol A voz feminina do poema – Ana Mafalda Leite